Há muito também parabenizo pais inéditos (para não expressar, "de primeira viagem") pelo nascimento deles como pais. Sim, quando nasce um primeiro filho, filha, também nasce um pai e uma mãe. Não poucas vezes senti um estranhamento motivado pela saudação e até tive que explicar: ora, não eras pai, não eras mãe, o que também é motivo de alegria e comemoração!
Essa autocompreensão de que também se nasce como pai me parece necessária e assaz importante: todo o cuidado prestado ao infante, também é importante ser voltado ao pai e à mãe que também nasceram para essa nova condição. Não seria estranho afirmar que, a ausência dessa autopercepção, prejudica na própria forma de relacionar-se com o novo ser que inaugura sua existência no mundo!
Há anos como professor escuto queixas aos pais, às mães, pela forma como lidam com seus filhos, estudantes. Além da falta do elemento cativador para o estudo, percebe-se a ausência de carinho, de bem-querer, etc. Em inúmeros casos apercebo o sentimento de que, sequer, muitos queriam ser pais. Quando escutava críticas proferidas aos pais por parte de colegas, respondia: Ora, aprende-se a ser pai, ser mãe, sendo! Não há outra escola para formação de pais, de mães, que não a vida, de modo que é necessário frisar: aprende-se a ser pai, ser mãe, sendo!
A "escola" do ser pai, do ser mãe agora que estou vivendo essa experiência, é todo o processo. É-se pai, mãe, desde que se o planeja, senão, desde que se o sabe. Mais que isso, além do saber racional, importa o saber emocional, a autocompreensão de que o mundo será outro, de que o filho que está por vir é o excedente do amor dos pais. Essa compreensão, aliada a autopercepção de que vale muito a reflexão sobre o novo estado estado de espírito e vida, compreende a escola, em si. As experiências de como os pais criaram esses novos pais pode ser importante, mas deve ser por demais refletida, do contrário se perpetuará o "Vida Maria"!
quarta-feira, 15 de julho de 2020
terça-feira, 14 de julho de 2020
Revelação
há
três meses já estou
pelo
mundo pululando
e,
na boca dos meus pais
há
um coração saltitando
tantas
dúvidas resolvi
quantas
certezas vou mostrando
quando
o querer é demais
gera
uma vida, amando
tantos
nomes já me deram
tantos
sonhos estão sonhando
eu,
aqui, só sei dizer
que,
de tudo, estou gostando
minha
mãe disse, é menina
meu
pai foi logo concordando
mas
no fundo sei que ele
tinha
para mim outro plano
será
Ana Sophia
nome
lindo que combina
brilho
e sabedoria
essa
será sua sina
será
Maria como as avós
já
disseram, definindo
vai
ser José Manoel como os avôs
papai respondeu, se menino
só
depois de tanto tempo
pensamento
divagando
definiram
o meu nome
será José Fernando
José
igual ao meu avô
e
como o poeta, Fernando
aquele
escritor lisboeta
que
continua encantando
mas
a certeza demora
ansiedade
vai batendo
enquanto
me cuidam aí fora
aqui
dentro vou crescendo
e,
eu, sempre de boa
irradiando
devir
dou
alegre a notícia
que
um menino está por vir
na
ultrassom desse dia
14
de julho, se passando
coração
batia forte
de
amor, estou amando
saber
que venho ao mundo
e
tanta gente me quer
cuida,
ama, reza com fé
por
me estar esperando
José Heber e Érica
Mônica
14 de julho de 2020
sobre a descoberta do
sexo do nosso bebê!
Imperatriz-MA
Minha vez!
tal qual uma fonte
a deslindar em rio
se põe curiosa
por demais ansiosa
- a mulher reluzente
em alegria latente -
a saber se é verdade
o que dentro pressente
e seu rosto assente
tão cheio de brio
será que verdade?
um teste, dois testes
de farmácia a dizer
aí vem um filho
e se põe a querer...
meu Deus, é verdade
que ao amanhecer
será a vez
que tanto espero
com imensa vontade
minha gravidez?
jovem inda sou
mas põe-se a correr
o tempo feroz
cruel e atroz
que nunca perdoa
o que tem de ser
nesses 29 anos
vivo e exclamo
pelo que há de ser
estou ansiosa
uma, duas ou três
graciosas criaturas
de Deus em ternura
como Ele quiser
que seja minha vez!
(sobre a expectativa da confirmação de gravidez depois de testes de farmácia em 28 e 29 de maio.)
José Heber de Souza Aguiar, 29 de junho de 2020
a deslindar em rio
se põe curiosa
por demais ansiosa
- a mulher reluzente
em alegria latente -
a saber se é verdade
o que dentro pressente
e seu rosto assente
tão cheio de brio
será que verdade?
um teste, dois testes
de farmácia a dizer
aí vem um filho
e se põe a querer...
meu Deus, é verdade
que ao amanhecer
será a vez
que tanto espero
com imensa vontade
minha gravidez?
jovem inda sou
mas põe-se a correr
o tempo feroz
cruel e atroz
que nunca perdoa
o que tem de ser
nesses 29 anos
vivo e exclamo
pelo que há de ser
estou ansiosa
uma, duas ou três
graciosas criaturas
de Deus em ternura
como Ele quiser
que seja minha vez!
(sobre a expectativa da confirmação de gravidez depois de testes de farmácia em 28 e 29 de maio.)
José Heber de Souza Aguiar, 29 de junho de 2020
Sobre o amor
Como é gostoso escutar vez e outra: "amor, obrigado!" A pergunta subsequente é: "obrigado por qual razão, minha amada?" E a resposta: "por me proteger, por cuidar de mim, por me amar..".
Imagino que muita gente no mundo não viva essa experiência e, logo eu que, por muito tempo reneguei, vivo! Digo logo como resposta: todo meu cuidado e amor é resposta natural ao seu.
Nesses tempos em que estamos grávidos minha digníssima mudou e para muito melhor. O que já é bom pode melhorar, sim, não estragar como reza o senso comum. É perceptível um especial encantamento em minha amada. Sim, mas é uma experiência especial (sic).
Mas não é verdade que todas as mulheres grávidas comportem-se como a minha se comporta. Já vi tanta coisa por aí nesses meus 36 anos de vida! Minha digníssima está totalmente encantada com a experiência que vive, e eu, naturalmente, me encanto duas vezes: por estar me percebendo pai - depois de tanto ter me negado essa possibilidade quando não pensava em casar, ter filhos... - e por percebê-la ao passar com plena suavidade óleo sobre a barriga e dizer: "eu posso gerar uma vida! Como é diferente saber que tem uma vida sendo gerada dentro de mim...". Já ouvi essa fala enes vezes e cada nova vez é como se fosse a primeira: é mágico tudo e tudo é mágico!
Outro dia embebido dessa experiência, expressei: "como pode haver genitores capazes de se desfazerem de um filho?" Ela afirmou: "não pode ser gente! Não é possível que depois de nove meses com essa experiência não tenha amor." Sim, são afirmações válidas, pensei, mas toda experiência é única. O desespero de quem comete abandono de um filho não pode ser medido com regra geral, é verdade. Em meus tempos idos soube de "mais" e "pães" (sic) que abandonaram seus filhos para garantir que pudessem ter, em outra família, o que na deles não seria possível: vida, simples assim! Essas pessoas sofreram toda a vida a ausência do ente abandonado pelo desespero da necessidade o que me faz crer que o amor mora em certos tipos infelizes de abandono, por mais contraditório que possa parecer.
Imagino que muita gente no mundo não viva essa experiência e, logo eu que, por muito tempo reneguei, vivo! Digo logo como resposta: todo meu cuidado e amor é resposta natural ao seu.
Nesses tempos em que estamos grávidos minha digníssima mudou e para muito melhor. O que já é bom pode melhorar, sim, não estragar como reza o senso comum. É perceptível um especial encantamento em minha amada. Sim, mas é uma experiência especial (sic).
Mas não é verdade que todas as mulheres grávidas comportem-se como a minha se comporta. Já vi tanta coisa por aí nesses meus 36 anos de vida! Minha digníssima está totalmente encantada com a experiência que vive, e eu, naturalmente, me encanto duas vezes: por estar me percebendo pai - depois de tanto ter me negado essa possibilidade quando não pensava em casar, ter filhos... - e por percebê-la ao passar com plena suavidade óleo sobre a barriga e dizer: "eu posso gerar uma vida! Como é diferente saber que tem uma vida sendo gerada dentro de mim...". Já ouvi essa fala enes vezes e cada nova vez é como se fosse a primeira: é mágico tudo e tudo é mágico!
Outro dia embebido dessa experiência, expressei: "como pode haver genitores capazes de se desfazerem de um filho?" Ela afirmou: "não pode ser gente! Não é possível que depois de nove meses com essa experiência não tenha amor." Sim, são afirmações válidas, pensei, mas toda experiência é única. O desespero de quem comete abandono de um filho não pode ser medido com regra geral, é verdade. Em meus tempos idos soube de "mais" e "pães" (sic) que abandonaram seus filhos para garantir que pudessem ter, em outra família, o que na deles não seria possível: vida, simples assim! Essas pessoas sofreram toda a vida a ausência do ente abandonado pelo desespero da necessidade o que me faz crer que o amor mora em certos tipos infelizes de abandono, por mais contraditório que possa parecer.
Das mudanças...
a mulher muda
sonha e lembra
de quando criança
e leve brincava
cheia de esperança
de um dia mãe ser...
a mulher vibra
brilha, encanta
sente-se mãe
plena em confiança
como sol ardente
em novo amanhecer...
a cada segundo
sente-se diferente
há um lindo ser
que se põe nascente
eterno gigante
em cada resplandecer...
a mulher muda
fisicamente, encanta
ri-se de si, emana alegria
ao seu corpo transformar
em pleno amor
sua esperança...
(sobre as mudanças que a mulher percebe em seu corpo, a partir da gravidez...)
José Heber de Souza Aguiar, 29 de junho de 2020
sonha e lembra
de quando criança
e leve brincava
cheia de esperança
de um dia mãe ser...
a mulher vibra
brilha, encanta
sente-se mãe
plena em confiança
como sol ardente
em novo amanhecer...
a cada segundo
sente-se diferente
há um lindo ser
que se põe nascente
eterno gigante
em cada resplandecer...
a mulher muda
fisicamente, encanta
ri-se de si, emana alegria
ao seu corpo transformar
em pleno amor
sua esperança...
(sobre as mudanças que a mulher percebe em seu corpo, a partir da gravidez...)
José Heber de Souza Aguiar, 29 de junho de 2020
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