Há muito também parabenizo pais inéditos (para não expressar, "de primeira viagem") pelo nascimento deles como pais. Sim, quando nasce um primeiro filho, filha, também nasce um pai e uma mãe. Não poucas vezes senti um estranhamento motivado pela saudação e até tive que explicar: ora, não eras pai, não eras mãe, o que também é motivo de alegria e comemoração!
Essa autocompreensão de que também se nasce como pai me parece necessária e assaz importante: todo o cuidado prestado ao infante, também é importante ser voltado ao pai e à mãe que também nasceram para essa nova condição. Não seria estranho afirmar que, a ausência dessa autopercepção, prejudica na própria forma de relacionar-se com o novo ser que inaugura sua existência no mundo!
Há anos como professor escuto queixas aos pais, às mães, pela forma como lidam com seus filhos, estudantes. Além da falta do elemento cativador para o estudo, percebe-se a ausência de carinho, de bem-querer, etc. Em inúmeros casos apercebo o sentimento de que, sequer, muitos queriam ser pais. Quando escutava críticas proferidas aos pais por parte de colegas, respondia: Ora, aprende-se a ser pai, ser mãe, sendo! Não há outra escola para formação de pais, de mães, que não a vida, de modo que é necessário frisar: aprende-se a ser pai, ser mãe, sendo!
A "escola" do ser pai, do ser mãe agora que estou vivendo essa experiência, é todo o processo. É-se pai, mãe, desde que se o planeja, senão, desde que se o sabe. Mais que isso, além do saber racional, importa o saber emocional, a autocompreensão de que o mundo será outro, de que o filho que está por vir é o excedente do amor dos pais. Essa compreensão, aliada a autopercepção de que vale muito a reflexão sobre o novo estado estado de espírito e vida, compreende a escola, em si. As experiências de como os pais criaram esses novos pais pode ser importante, mas deve ser por demais refletida, do contrário se perpetuará o "Vida Maria"!
Lindo!
ResponderExcluirParabéns José
ResponderExcluir